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- Luciene Carris

- 15 de dez. de 2021
- 1 min de leitura
Reposto a minha contribuição à 3ª Jornada Virtual Internacional em Pesquisa Científica Sociedade, Cultura e Poder, de 13 e 17 de dezembro de 2021, organizada pelo Conjugare (Centro Português de Apoio a Pesquisa Científica e a Cultura).
Na ocasião, apresentei parte da minha pesquisa de doutorado sobre a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro defendida na UERJ em 2008 e publicada em 2013 pela editora Annablume.
Resumo: Criada em 1883, no contexto do movimento que estimulou a multiplicação de instituições congêneres na Europa e no continente americano, a Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro foi um dos espaços científicos que desfrutou do patrocínio de D. Pedro II. Apesar da queda da monarquia, em 1889, e das atribulações que sofreu com a instauração do regime republicano, permaneceu como um lócus privilegiado para o debate e de encontro dos estudiosos da matéria, atraindo importantes figuras do cenário político e científico. Nesse sentido, a associação empenhou-se em examinar a questão do reordenamento geopolítico do território brasileiro. Na década de 1930, a preocupação com a manutenção da integridade do espaço face às divergências entre os estados e a existência de “vazios demográficos”, incitou estudos preparados pela “Grande Comissão Grande Comissão Nacional de Redivisão Territorial e Localização da Capital Federal” ou ainda iniciativas individuais de alguns associados, como Everardo Backheuser, Raul Bandeira de Mello e Ezequiel Ubatuba, que propuseram uma nova redivisão geopolítica nacional.


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